Assim como a lua giram em torno da terra vários satélites artificiais.
Entre eles existem satélites meteorológicos (auxiliares na previsão do
tempo), televisivos, de localização (GPS), de comunicação (internet e rádio
amadorismo) e outros mais restritos voltados ao uso militar.
Um lançamento de satélites bem sucedido necessita vencer dois desafios
que são a superação dos efeitos gravitacionais, que sempre influenciam
lançamento, e os efeitos da resistência atmosférica na qual os
satélites juntamente com o foguete necessitam atravessar para
alcançar sua órbita.
O ditado que diz "tudo que sobe cai" não é verdadeiro,
pois os foguetes que carregam os satélites, através de uma velocidade ideal,
conseguem sair da atmosfera terrestre permitindo
que os satélites, depois
desacoplados, fiquem na órbita da terra e até mesmo podendo direcionar seu
destino para outro planeta.
Os satélites são semelhantes a projéteis disparados com uma velocidade a qual não podem mais voltar ao solo. Na realidade os satélites estão caindo continuamente sobre a terra, mas a superfície curva da terra os impede de aterrissar.
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| Lançamento de satélite Fonte: Wikipedia |
Os satélites são semelhantes a projéteis disparados com uma velocidade a qual não podem mais voltar ao solo. Na realidade os satélites estão caindo continuamente sobre a terra, mas a superfície curva da terra os impede de aterrissar.
Quando descrevemos velocidade ideal para sair da atmosfera estamos nos
referindo a velocidade necessária para a fuga do foguete em relação ao planeta
terra. Tal velocidade deve ser em média 11.26 Km/s que equivale a 40.536 Km/h.
E cá entre nós é uma velocidade que jamais imaginamos chegar com nossos
automóveis. Tal velocidade necessita ser elevada para deslocar o peso do
foguete e satélite, que em média é cinco toneladas, de forma oposta a ação
gravitacional.
Ao sair da atmosfera terrestre o foguete já sofreu perda de velocidade
imposta pela gravidade, contudo, a velocidade desenvolvida na fuga terrestre é
totalmente necessária para seu deslocamento. Para colocar um satélite na órbita
terrestre é necessária velocidade aproximada de 28.962 Km/h que é a velocidade
mínima necessária a qual o satélite deve possuir após sair da atmosfera,
lembrando que a velocidade de fuga dentro da atmosfera deve ser 40.536 Km/h,
assim como dito anteriormente.
Diante a fuga dos foguetes para com a gravidade os satélites, além de estarem aplicando uma velocidade em sentido vertical, também recebem uma velocidade horizontal necessária para que o satélite fique em orbita. Vale lembrar que mesmo após a saída do satélite da atmosfera terrestre os mesmos continuam sendo influenciados pela gravidade da Terra, caso contrário o satélite se moveria em linha reta e se perderia no espaço. Os satélites quando no espaço, diferentemente dos automóveis na terra, não sofrem com o atrito provocado pelo ar ou solo, pois estão localizados em uma distância com baixa influência atmosférica.
Semelhante aos princípios da existência dos satélites na órbita terrestre existe nosso próprio planeta o qual se move com alta velocidade (29 km/s) ao redor do Sol (movimento de translação) de forma a evitar que a Terra seja atraída pelo Sol, porém não tão rapidamente evitando que a mesma saia do sistema solar, consequentemente esta relação torna os satélites menos misteriosos quando associados a leis que regem a mecânica entre a Terra e Sol, mas não menos interessantes.
Os satélites que estão sobre a linha do equador são chamados de satélites geoestacionários, pois ao analisarmos suas orbitas a partir do solo iremos, a princípio, acreditar que estão parados no céu, ou melhor, na mesma posição em relação ao ponto de observação, mas sabemos que estão se movimentando e acompanhando a rotação da terra. Os satélites que estão posicionados sobre a linha do equador necessitam ficar a uma altura de 35.786 km acima do nível do mar. Um exemplo de satélites geoestacionários são os satélites utilizados pelas operadoras de DTH (Direct To Home) que no Brasil são a SKY, Claro, Vivo, Oi e Nossa TV. Tais operadoras, por atuarem no Brasil, necessitam que a cobertura do sinal do satélite seja mantida em nosso território, logo, os satélites não podem fugir da posição na qual se encontram.
As órbitas geoestacionárias na qual os satélites de TV se encontram foram inicialmente propostas em 1945 através de um artigo elaborado por Arthur Clarke e também são nomeadas de órbitas de Clarke. Os satélites geoestacionários estão posicionados nesta órbita de Clarke ou, como também denominada, “cinturão de Clarke”.
A vida útil de um satélite varia em torno de 15 anos e após este período são "aposentados" e devem ser movidos o mais longe possível da posição na qual se encontravam, pois podem vir a ser lixo espacial prejudicial a outros satélites.
Esperamos que tenham gostado deste artigo. Em breve um novo conteúdo!
Caso queira saber mais sobre os satélites que não possuem mais vida útil acesse o site abaixo:
http://gps.pezquiza.com/satelite/o-que-acontece-com-o-satelite-quando-acaba-sua-vida-util/
Referências:
http://www.mundofisico.joinville.udesc.br/index.php?idSecao=8&idSubSecao=&idTexto=160
Diante a fuga dos foguetes para com a gravidade os satélites, além de estarem aplicando uma velocidade em sentido vertical, também recebem uma velocidade horizontal necessária para que o satélite fique em orbita. Vale lembrar que mesmo após a saída do satélite da atmosfera terrestre os mesmos continuam sendo influenciados pela gravidade da Terra, caso contrário o satélite se moveria em linha reta e se perderia no espaço. Os satélites quando no espaço, diferentemente dos automóveis na terra, não sofrem com o atrito provocado pelo ar ou solo, pois estão localizados em uma distância com baixa influência atmosférica.
Semelhante aos princípios da existência dos satélites na órbita terrestre existe nosso próprio planeta o qual se move com alta velocidade (29 km/s) ao redor do Sol (movimento de translação) de forma a evitar que a Terra seja atraída pelo Sol, porém não tão rapidamente evitando que a mesma saia do sistema solar, consequentemente esta relação torna os satélites menos misteriosos quando associados a leis que regem a mecânica entre a Terra e Sol, mas não menos interessantes.
Os satélites que estão sobre a linha do equador são chamados de satélites geoestacionários, pois ao analisarmos suas orbitas a partir do solo iremos, a princípio, acreditar que estão parados no céu, ou melhor, na mesma posição em relação ao ponto de observação, mas sabemos que estão se movimentando e acompanhando a rotação da terra. Os satélites que estão posicionados sobre a linha do equador necessitam ficar a uma altura de 35.786 km acima do nível do mar. Um exemplo de satélites geoestacionários são os satélites utilizados pelas operadoras de DTH (Direct To Home) que no Brasil são a SKY, Claro, Vivo, Oi e Nossa TV. Tais operadoras, por atuarem no Brasil, necessitam que a cobertura do sinal do satélite seja mantida em nosso território, logo, os satélites não podem fugir da posição na qual se encontram.
As órbitas geoestacionárias na qual os satélites de TV se encontram foram inicialmente propostas em 1945 através de um artigo elaborado por Arthur Clarke e também são nomeadas de órbitas de Clarke. Os satélites geoestacionários estão posicionados nesta órbita de Clarke ou, como também denominada, “cinturão de Clarke”.
A vida útil de um satélite varia em torno de 15 anos e após este período são "aposentados" e devem ser movidos o mais longe possível da posição na qual se encontravam, pois podem vir a ser lixo espacial prejudicial a outros satélites.
Esperamos que tenham gostado deste artigo. Em breve um novo conteúdo!
Caso queira saber mais sobre os satélites que não possuem mais vida útil acesse o site abaixo:
http://gps.pezquiza.com/satelite/o-que-acontece-com-o-satelite-quando-acaba-sua-vida-util/
Referências:
http://www.mundofisico.joinville.udesc.br/index.php?idSecao=8&idSubSecao=&idTexto=160


